Em um dos momentos mais emocionantes do concurso promovido pela Metaldomado em parceria com a Cristo Rei Materiais Elétricos e Iluminação, surgiu um projeto que foi além do design. A luminária Aurora, criada pelas arquitetas Juliane Basso, Liliam Filipi, e Cláudia Pinto, carrega em si a força simbólica de um povo que enfrentou a dor com resiliência, empatia e esperança.
Mais do que um objeto de iluminação, a Aurora é um manifesto de luz em meio à escuridão. Inspirada diretamente nas tragédias que assolaram o Rio Grande do Sul com enchentes e deslizamentos, essa peça representa o recomeço, o acolhimento e a capacidade de unir pessoas mesmo diante das maiores dificuldades.
Como a tragédia virou inspiração: a luz depois da fenda
O processo criativo das arquitetas começou de forma inesperada, fruto de uma reunião despretensiosa durante o evento da Cristo Rei. Sem trabalhar juntas no dia a dia, cada uma trouxe sua experiência, suas memórias e seu olhar sensível para o desafio de criar uma luminária com identidade gaúcha. E foi ali, quase que espontaneamente, que a tristeza coletiva virou motivação.
Com o Rio Grande do Sul ainda se recuperando dos impactos das fortes chuvas e desastres naturais, o grupo decidiu que não haveria maneira melhor de representar o estado do que homenagear a dor e a força do povo gaúcho. Assim nasceu a Aurora.
A forma da peça foi inspirada nos morros afetados por deslizamentos, com uma fenda central que representa a ruptura, a ferida deixada pela tragédia. Mas é justamente por essa fenda que brota a luz, em um gesto poético de renascimento. Uma luz difusa, suave, que acolhe e não agride. Uma luz que abraça, tal como fez a comunidade.
Segundo as arquitetas, a Aurora é uma homenagem à resiliência e empatia que marcaram o comportamento da população durante e após a tragédia. Mais do que uma referência visual, a peça foi pensada para emocionar e provocar reflexão.
Elementos da cultura gaúcha em um design simbólico
Além da referência direta aos deslizamentos, a Aurora carrega outros elementos do universo gaúcho. As formas da peça remetem também às pipas de vinho — um símbolo da vitivinicultura típica da região. Há ainda uma alusão à casa do joão-de-barro, ave construtora e representativa da fauna local.
Essa mistura entre natureza, cultura e dor gerou um design orgânico, com formas imperfeitas propositalmente. A natureza não é simétrica, tampouco o sofrimento. Mas é nesse caos que surge a beleza da reconstrução.
O maior desafio do grupo foi traduzir esse conceito em uma peça tridimensional. Como as formas eram muito fluídas, orgânicas e fora dos padrões industriais, a modelagem em 3D exigiu criatividade e adaptação. Mas o resultado final encantou pela força simbólica e pela sensibilidade.
Um processo colaborativo, espontâneo e emocionante
Um dos aspectos mais bonitos da Aurora está em sua própria origem. As arquitetas foram "jogadas no susto" para o desafio. Durante o evento, receberam um papel, um lápis e o convite para criar. E criaram. Criaram com o coração.
Sem ter experiência direta com o design de produtos e sem trabalhar juntas com frequência, o trio precisou alinhar linguagens, metodologias e expectativas. Mas o que poderia ser obstáculo virou combustível criativo. A empatia que deu origem à peça também norteou sua criação.
Durante a apresentação, ficou evidente o carinho que cada uma depositou no projeto. A luminária não foi apenas um experimento estético, mas um gesto coletivo de memória, de cuidado e de esperança. Uma verdadeira aurora em meio ao caos.
A luminária Aurora é um exemplo concreto de como a arquitetura, o design e a luz podem dar voz às emoções e às histórias de um povo. Nascida da tragédia, mas banhada em empatia e beleza, ela mostra que o papel do criador vai muito além da estética: passa pela escuta, pela memória e pelo compromisso com o entorno.
Para nós, da Cristo Rei, foi uma honra acompanhar de perto esse processo. A Aurora iluminou não apenas os espaços onde foi apresentada, mas também os corações de todos que a viram nascer. Um projeto que não se esquece.
Esta postagem é completamente original, criada a partir do nosso próprio vídeo, referenciada em informações da internet e aprimorada com tecnologia de inteligência artificial.
Perguntas frequentes
O que inspirou a criação da luminária Aurora?
A inspiração veio das tragédias climáticas que atingiram o Rio Grande do Sul, em especial os deslizamentos e enchentes. A peça representa a luz que surge após a dor.
Quais elementos visuais foram incorporados no design?
A forma da Aurora remete a morros com fendas, pipas de vinho e à casa do joão-de-barro, representando a cultura e a natureza gaúcha.
A luminária foi desenvolvida por um escritório específico?
Não. O projeto foi feito por arquitetas que atuam de forma independente e se uniram especialmente para o concurso.
O projeto Aurora está à venda?
Até o momento, a Aurora foi desenvolvida apenas para o concurso e não está em produção comercial.
“A gente quis trazer a ideia de que sempre depois de uma catástrofe existe uma luz no final do túnel. A fenda representa a dor, mas é por ela que a luz entra.”
